domingo, 29 de julho de 2012

FALANDO EM CAFÉ...

Muitas vezes não imaginamos quanto trabalho e dedicação existe por trás de uma xícara de café. Histórias de vida, trabalho árduo e sonhos...muitos sonhos são guardados em meio a estes cafezais!
Tudo começa nas mãos, do preparo da terra às tulhas de armazenamento, até chegar às torrefações e enfim, às xícaras.
                         
Notícias dos cafezais!
O mês de julho está terminado e com ele a temporada de colheita do café...
Até meados do mês praticamente 40% da colheita havia sido realizada, de acordo com Romeu Gair, Eng. agrônomo do EMATER e juiz internacional de café, "a colheita atrasou em função do clima que não permitiu uma maturação homogênea. A maturação atrasou e a chuva está atrapalhando a colheita. Muito cuidado é necessário com relação à qualidade, pois as chuvas não estão permitindo fazer uma colheita em volume e quem depende do sol para secar o café tem tido problema no terreiro com fermentações. Lembrar que não pode juntar o café do chão com o de árvore colhido no pano. Sempre é preciso lavar o café para separar o boia do café maduro e verde." Salienta ainda que "para quem vai participar de Concurso, é necessário aumentar a quantidade de café colhido para obter o lote final".
 
As cenas deste post são do período da colheita nas Fazendas Terra Nova e Palmeira, seus trabalhadores em ação para colher o melhor dos frutos maduros, ponto adequado para os cafés especiais.
 
Tecnologia e Inovação também fazem parte da cafeicultura norte paranaense, no entanto, sem as mãos humanas de nada adiantariam!
Da moega, passando pela seleção nos lavadores até o terreirão...lá é preciso cuidar, para a chuva não estragar!
  
Os turistas na Rota do Café têm a oportunidade de vivenciar os cafezais, conviver com as pessoas da "terra" e com o dia a dia das fazendas produtoras, apreciar paisagens únicas nesta época do ano e experimentar passo a passo o processo produtivo do café, até a xícara!
Grupo de turistas do SESC Prainha - Florianópolis/SC, visitaram a Rota do Café em dias de muita diversão e sabores incríveis! Nestas fotos estavam na Fazenda Palmeira.
Meu pedaço de terra vermelha
O vento vem...
Brisa brava me cutuca
Sopra bem na minha nuca
Varrendo logo a vontade
de dormir até mais tarde.
Tic-tac... tic-tac...
O relógio faz barulho
Galo alegre também canta
me encantando para acordar.
Esse tempo corre tanto!
E parece me levar
Há poeira na estrada
— redemoinho de areia —
Vento que venta sem parar...
Voam aves lá no céu
Enquanto a boiada
Aposta corrida em disparada
“— Quem vencer vai ganhar mel!”
O vento vem...
Agora veloz como a águia
Toma banho na lagoa
Pula, brinca, bebe água!
Daqui olho o “terrerão”
Vem vindo na ventania...
Joga para lá e para cá o café
Verde no pé – preto no chão.
Esse pedaço de terra vermelha
Varrido pelo vento
que vem
É o meu mundo
Pequeno – grande – profundo!

Autora: Aluna Pâmela Aparecida de Oliveira
Finalista da Olimpíada de Língua Portuguesa - Edição 2010
terça-feira, 17 de julho de 2012

A NOVA CAFEICULTURA DO NORTE PARANÁ!

O Norte do Paraná foi marcado ao longo da histórica pela grande produção de café, especialmente durante o auge da cafeicultura entre as décadas d 1950 e 1970, trazendo para toda a região prosperidade e mudanças profundas nas paisagens e no modo de viver das pessoas.
Após a geada de 1975 e outros percalços, há pouco mais de 10 anos vivenciamos a retomada desta cultura. Em busca de um novo caminho para a cafeicultura paranaense, por meio da união dos produtores, dos incentivos de entidades ligadas aos desenvolvimento do setor e dos avanços tecnológicos, atualmente produzimos cafés de qualidade.
O Brasil sempre destacou-se pela sua diversidade...de povos, culturas, paisagens, características e possibilidades infinitas. E agora, também pela diversidade na produção de cafés. Por toda sua dimensão territorial, nosso país possui uma variedade de climas, relevos, altitudes e latitudes que favorecem a produção de muitos tipos e qualidades de cafés, com sabores e atributos únicos. A própria marca do café brasileiro mudou...de "Café do Brasil" para "CaféS do Brasil", revelando desta forma, "Um país, muitos sabores!".
O Brasil é o maior produtor de café do mundo e o Norte do Paraná compõe o conjunto das principais regiões produtoras do país. Recentemente o fruto de muitos esforços e sonhos tornou-se realidade, o Norte Pioneiro do Paraná consolidou-se como região produtora de cafés especiais do Brasil, por meio da Indicação Geográfica de Procedência (I.G.P)!


Cafés especiais do Norte Pioneiro conquistam indicação geográfica
Investimento em capacitação, tecnologia e sustentabilidade contribuíram para a certificação da região paranaense como produtora da bebida, pelo INPI
Os produtores de cafés especiais do Norte Pioneiro do Paraná estão em festa. No Dia Nacional do Café, celebrado em 24 de maio, receberam a notícia de que a região conquistou a Indicação Geográfica de Procedência (I.G.P.).
A certificação garante a origem, os processos de produção e algumas características sensoriais dos cafés do Norte Pioneiro. Além dos paranaenses, apenas outras duas regiões brasileiras, localizadas em Minas Gerais, apresentam o registro oficial, a Região do Cerrado Mineiro e a Serra da Mantiqueira.
O trabalho para conquistar a I.G.P., no Norte Pioneiro, iniciou em 2008 e confere maior visibilidade para a produção paranaense. “A conquista mostra o sucesso de um trabalho coletivo. Ao ser reconhecido oficialmente, o café da região passa a servir de referência, como o que acontece com o presunto de Parma, com os vinhos de Bordeaux e Borgonha”, afirma Allan Marcelo de Campos Costa, diretor-superintendente do Sebrae/PR.
“A certificação vai ampliar a competitividade dos cafés especiais e abrir novos mercados”, complementa Odemir Capello, consultor do Sebrae/PR e gestor do Projeto de Cafés Especiais.
De acordo com Luiz Roberto Saldanha, presidente da Associação de Cafés Especiais do Norte Pioneiro do Paraná (ACENPP), entidade detentora da certificação e que representa os cafeicultores do território, a I.G.P. é uma ferramenta de comunicação com o mercado, reconhecida em todo o mundo.
Luiz Saldanha explica que os consumidores, cada vez mais exigentes, querem saber a origem do produto, como o café foi produzido e a qualidade do grão. “A I.G.P., combinada à estruturação associativa da comercialização e do rigoroso controle de qualidade implantado no Projeto de Cafés Especiais, responde às três perguntas e certifica a procedência, o processo de produção e os atributos únicos da bebida”, diz.
A certificação beneficiará aproximadamente 7,5 mil cafeicultores e suas famílias, espalhados por 45 municípios do Norte Pioneiro. Eles são responsáveis pela produção de 1,1 milhão a 1,3 milhão de sacas beneficiadas por ano, o que corresponde em média a 50% da produção paranaense de café.
Hulda Oliveira Giesbrecht, analista técnica da Unidade de Acesso à Inovação e Tecnologia do Sebrae Nacional, avalia que a I.G.P. é uma chancela que confirma que o café do Norte Pioneiro possui características exclusivas, que não podem ser encontradas em bebidas de outra parte do mundo. Para ela, a I.G.P. está além das outras certificações, que avaliam apenas algumas regras específicas.
“A I.G.P. comprova que o produto daquela região é único. Além disso, os produtores que estão naquela área assumem o compromisso de continuar produzindo da mesma forma, em relação ao manejo e ao beneficiamento, para manter a qualidade”, analisa.
Hulda Giesbrecht acrescenta que a I.G.P. promove uma melhoria contínua. “Além de agregar valor ao produto, contribui na redução de custos e no aumento de produtividade, interferindo em toda a cadeia produtiva”, enfatiza.
Para Enio Queijada de Souza, gerente de Agronegócio do Sebrae Nacional, gradativamente, o Paraná recupera lugar de destaque na cafeicultura nacional, com uma produção voltada para a qualidade. “A I.G.P. é uma maratona, e o Projeto de Cafés Especiais conseguiu ultrapassar os obstáculos. O desafio agora é encontrar mercados que remunerem o produto”, destaca.
História
A I.G.P. é registrada pelo Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI). A certificação do Norte Pioneiro, como região produtora de cafés especiais, é fruto de um trabalho intenso realizado pelo Sebrae/PR.
A iniciativa contou com parceria da ACENPP, do Instituto Agronômico do Paraná (Iapar), do Instituto Paranaense de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SEAB), do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (SENAR), da Associação dos Municípios Norte Pioneiro (Amunorpi), da Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep) e do Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia do Paraná (CREA-PR).
O lançamento do Projeto de Cafés Especiais, em 2006, mostrou a nova realidade do mercado de cafés e norteou os agricultores para um novo modelo de produção. Antes focada na quantidade, a cultura do grão na região do Norte Pioneiro ganhou uma nova roupagem: a produção de cafés especiais.
“A fase conhecida como nova cafeicultura paranaense oferece maior rentabilidade para os produtores, já que a saca do café especial é vendida por um preço 20% mais alto em relação ao grão tradicional”, avalia Heverson Feliciano, gerente regional do Sebrae/PR no norte do Paraná.
Idealizado pelo Sebrae/PR e ACENPP, a intenção do Projeto de Cafés Especiais é transformar a região do Norte Pioneiro em uma referência na produção de café de qualidade. De acordo com Feliciano, a certificação coroa um trabalho de mais de cinco anos. “A I.G.P. credencia os cafeicultores como produtores de cafés especiais. A expectativa é de que, com a certificação, o projeto ganhe ainda mais dimensão”, afirma.
O Projeto de Cafés Especiais promove capacitações que orientam os produtores sobre as técnicas e os cuidados necessários em cada uma das etapas do processo, da semente à xícara, para garantir a produção de grãos de qualidade.
O Projeto de Cafés Especiais também incentiva a comercialização da marca própria, de forma organizada e com condições de atender os mercados interno e externo. Outra estratégia da ACENPP e Sebrae/PR, para divulgar a qualidade do café produzido na região, foi a concepção da Feira Internacional de Cafés Especiais do Norte Pioneiro do Paraná – FICAFE.
O evento, realizado anualmente, marca uma nova etapa na história da cafeicultura paranaense.
Cafés especiais
Uma das diferenças entre um café especial e um café comercial é a pureza e a uniformidade dos grãos. Nos lotes de cafés especiais, o consumidor conhece a origem da bebida, graças à certificação da propriedade e à rastreabilidade do produto.
Os cafés especiais não apresentam nenhum defeito primário como grãos pretos, verdes ou ardidos. Uma prova ‘cega’, feita por especialistas que analisam amostras de cafés retiradas dos lotes atribuem notas, de acordo com o padrão da SCAA (Specialty Coffee Association of America). A classificação determina se um café é ou não especial. Para um café ser certificado como especial a nota recebida tem que estar acima dos 80 pontos.

Assessoria de Imprensa Sebrae/PR - Regional Norte: Giovana Chiquim
jornalismolondrina@savannah.com.br
terça-feira, 3 de julho de 2012
Vem aí a 3a edição do evento que abre possibilidades infinitas para os sabores e aromas do café!
Inspirador, prático, criativo, saboroso... 
Restaurantes, cafeterias, apaixonados por café, vocês são nossos convidados especiais! 


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